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Notícia Comentada

23/08/2013

Sobre a importação de 6 mil cubanos

Da coluna do Percival Puggina - www.puggina.org

Isto eu testemunhei pessoalmente em Havana (e está relatado em \"Cuba, a tragédia da utopia\")

O MARAVILHOSO PATRÃO CUBANO (ESSE, DOS MÉDICOS QUE VÊM PARA CÁ)

Em 2001 fui visitar a embaixada brasileira em Havana. Ela se situa no excelente prédio da Lonja de Comércio (Bolsa de Valores), uma edificação do século XIX, recentemente restaurada. A embaixada ocupa o quarto andar com instalações bastante simples se comparadas ao luxo de outras representações brasileiras no exterior. Ali, conversei com o secretário. Eu queria checar com ele as observações que tinha feito sobre a realidade e a atualidade cubana. 

Durante a entrevista, entrou na sala uma moça de cor negra que lhe dirigiu algumas palavras em espanhol e se retirou deixando expedientes sobre a mesa. Quando ficamos novamente sós, ele explicou que a moça era cubana, excelente funcionária, contratada pela embaixada junto a uma das duas agências oficiais através das quais o governo loca mão-de-obra para organizações estrangeiras que funcionam no país. A embaixada fornecera uma descrição do perfil da pessoa que necessitava, agência estabelecera o valor da remuneração em 200 dólares mensais, enviara algumas moças para serem entrevistadas e aquela havia sido escolhida. 

Dos 200 dólares que com que a embaixada remunerava à agência a moça recebia o equivalente, em pesos, a 20 dólares. O restante ficava para seu generoso patrão, o estado cubano. Diante dessa dura realidade a representação brasileira, incluíra a funcionária em sua folha de pagamentos e lhe repassava, por fora, 500 dólares mensais. É o que a maior parte das representações estrangeiras e empresas de fora fazem como forma de motivar seu pessoal.

Comentário Editorial

Pode-se mentir para muitos por muito tempo, mas não para todos por todo o tempo. Os irmãos Castro - ocupantes da Ilha ainda cárcere - e os ocupantes e ocupantas do Planalto, teriam feito um acordo cujo pagamento dos salários aos médicos (?) importados em torno de R$ 10 mil/mês vai direto para o bolso dos primeiros, algozes que manterão reféns as respectivas famílias. 

Esperamos estar errados nesta avaliação que vai ganhando força nas discussões pela rede. Nesta, sempre tem gente bem informada. 

Contudo, se o Brasil fosse uma Federação de verdade, jamais isso poderia ocorrer, pois a configuração dos poderes no Congresso, nos estados e no Poder Central, não permitira mais essa gigantesca \"Bolsa Fidel\" - provavelmente com um bom percentual para los hermanos brasileños de acá, por tão \"prestimosa cooperação\"...

Junto com isso, se não ocorrer uma debandada de parte desses médicos para os EUA ou o Chile (como ocorreu com mais de 500 médicos que foram para a Venezuela), teremos no Brasil, estrategicamente espalhados, doutrinadores da apologia do atraso

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